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No final dos anos 80, o lo-fi trancou a estética it yourself do punk rock dentro de um quarto. Nos anos 90, a acessibilidade às novas tecnologias eletrônicas, jogou-a para dentro de um computador, o que potencializou as possibilidades para que qualquer um munido de um computador e algumas idéias na cabeça pudesse transformá-las em realidade e, quase que simultaneamente, a lançasse mundo afora. O NSLOD é, obviamente, fruto disso tudo. Mas não apenas disso. É o que deixa claro este muzik xperimentz #1. O grande sabor do disco está no diálogo entre o orgânico e o sintético. Parece chavão, mas aqui a coisa é séria. São beats influenciados pelo hip-hop, IDM e drum’n’bass convivendo com guitarras filhas do My Bloody Valentine. A praia do NSLOD nasce do encontro das batidas áridas com o mar de guitarras e a beleza dessa paisagem às vezes impressiona. Os elementos se encontram, se perdem e se reencontram, se alinham e descompassam, esclarecem e confundem. Vão rotular, chamar de indietronica ou algo que o valha. Mas, como já disse alguém, “música boa” é uma etiqueta que cai melhor.

Dagoberto Donato
Vurla

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